terça-feira, 9 de outubro de 2012

Memórias


Memórias
Victor Ciriaco


Viro-me para trás e vejo os dias que se passaram,
Me afogando nas manhãs em que nossos sorrisos eram tão inocentes
Dançando em meio ao mágico do novo que outrora me cercava.

Agora, vivendo os dias finais de uma longa estrada,
Vejo as belas arvores que  plantamos no percurso,
O perfume das flores, o aroma do desconhecido.

A hora de atravessarmos a ponte se apressa diante de nós,
Escutando sussurros de um tempo que permanecerá sempre vivo,
Moldado por nossas lágrimas e selados por nossos sorrisos.

Cada pequena memória repousará para sempre dentro de nossos corações,
Banhada nas margens dos sonhos que construímos,
Enquanto o frescor dos dias novos nos brinda.

Que nossos sorrisos tornem se a luz nos caminhos escurecidos pela tempestade,
E que as lembranças dos dias árduos possam para sempre sarar nossas feridas,
Pois, é tarde demais para as lágrimas tocarem o chão.
Enquanto mergulhamos fundo no oceano da vida.

Antes do verão se tornar inverno,
Serei compelido aceitar seu adeus,
Enquanto as nossas risadas ecoam pelo céu etéreo,
Carregados pelo destino, constrangidos pela luz que criamos dentro de nós.

A brisa do inverno nos manterá sempre unidos,
Mantendo nossa chama viva, pelo caminho longo e ventoso.
Até um dia, meus amigos,
O infinito nos aguarda.
Pois, além das estrelas existe um lugar
Em que nossos corações irão sempre retornar.